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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz 2010...

Celebration toast with champagne Royalty Free Stock Photo


UM BRINDE AO ANO QUE SERÁ O ANO DA SUA VIDA.

É O QUE DESEJAMOS. É O QUE QUEREMOS.  É O QUE ACONTECERÁ. BASTA VOCÊ ACREDITAR!

EM 2010, ESTAREMOS AQUI, INFORMANDO E APRENDENDO CADA VEZ MAIS.




terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Receita aperta o cerco aos profissionais de saúde

 
Receita Federal criou a Declaração de Serviços Médicos. A multa para quem não cumprir a obrigação será de até R$ 5 mil por mês-calendário
 
A partir de agora, os profissionais da área de saúde serão obrigados a prestar informações à Receita Federal sobre os valores recebidos na prestação de serviços em um novo documento. Foi criada a Declaração de Serviços Médicos (Dmed), que deverá conter informações de valores recebidos por pessoas jurídicas prestadoras de serviços de saúde e operadoras de planos privados de assistência à saúde. A Instrução Normativa 985 foi publicada hoje (23) no Diário Oficial da União.
Segundo a instrução, são obrigadas a apresentar a Dmed as pessoas jurídicas ou equiparadas nos termos da legislação do Imposto de Renda, prestadoras de serviços de saúde, e as operadoras de planos privados de assistência à saúde. A medida visa a combater a apresentação de recibos falsos, com o objetivo de diminuir a carga do Imposto de Renda de alguns contribuintes.
O texto define como serviço de saúde todo aquele "prestado por psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, dentistas, hospitais, laboratórios, serviços radiológicos, serviços de próteses ortopédicas e dentárias, e clínicas médicas de qualquer especialidade, bem como os prestados por estabelecimento geriátrico classificado como hospital pelo Ministério da Saúde e por entidades de ensino destinados à instrução de deficiente físico ou mental.
Na declaração deverá constar, entre outras informações :o número do CPF e o nome completo de quem pagou o serviço, os valores recebidos e os reembolsados pelos planos de saúde, ano a ano.
A Receita Federal irá disponibilizar um programa de computador para que a Dmed seja apresentada pela matriz da pessoa jurídica. O aplicativo será disponibilizado na página da Secretaria da Receita Federal na Internet, a até o último dia útil de fevereiro de cada ano.
A multa para quem não apresentar a Dmed no prazo estabelecido, ou apresentar o documento com incorreções ou omissões, será de R$ 5 mil por mês-calendário ou fração, no caso de falta de entrega da Declaração ou de sua entrega após o prazo. No caso de informações omitidas ou inexatas, a multa será de 5% , valor que não poderá ser inferior a R$ 100.
 
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Dentistas propõem tratar cárie deixando-a intacta

Pesquisas mostram que é possível apenas cobrir tecido cariado com uma vedação 

Novo tratamento dentário não é consenso e enfrenta resistências por parte de profissionais da área, que saem em defesa da remoção 


Um grupo de dentistas brasileiros propõe uma forma diferente de tratar pacientes com cárie. Baseados em pesquisas nacionais e mundiais, eles afirmam que não é necessário retirar completamente o tecido cariado do dente, como é feito tradicionalmente, e que, em alguns casos, a cárie pode até ser deixada intacta, apenas coberta por uma vedação.

São pesquisadores que fazem parte de uma corrente chamada odontologia minimamente invasiva, que propõe, entre outras questões, a retirada da menor parte possível de tecido dentário -é esse, aliás, o argumento para a mudança na forma de tratamento das cáries.

"O método convencional traz um desgaste desnecessário da estrutura dentária, que não pode mais ser reparada. A nova vertente traz evidências de que podemos remover menos tecido", diz o dentista José Imparato, que coordena um grupo de pesquisa em técnicas de mínima intervenção na USP (Universidade de São Paulo). Ele apresentará uma das técnicas no 28º Congresso Internacional de Odontologia de São Paulo, que ocorre no fim de janeiro.

Segundo Marisa Maltz, professora titular de odontologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o problema de remover muito tecido é que o dente fica menos resistente. "No caso de lesões pequenas, a remoção deixa o dente mais frágil, mais sujeito a fratura. No caso de uma cárie mais profunda, pode levar à exposição da polpa [tecido mais interno do dente], o que requer um tratamento de canal, mais complicado", afirma.

De acordo com os dentistas entrevistados, muitas vezes é necessário fazer outras intervenções no mesmo dente, e aí o desgaste só piora.

A proposta é, no caso de lesões mais profundas, retirar apenas a parte mais externa da cárie, mais infectada, deixando a parte interna e fazendo a restauração logo depois. O grupo da USP propõe ainda, em lesões mais superficiais, não retirar nada da cárie e envolvê-la com um selante -fluido que normalmente é usado apenas para prevenir o problema.

A ideia é que a restauração ou o selante vedem a cárie e impeçam sua progressão, criando uma barreira para a chegada de nutrientes às bactérias. 
Segundo Imparato, diversos estudos atestam a vantagem da técnica -entre eles, uma revisão de 529 pesquisas publicada em 2006 que mostrou que a remoção parcial da cárie não prejudica o dente e tem resultado semelhante ao da remoção total, com a vantagem de preservar mais tecido. Além dos grupos de Imparato e de Maltz, há grupos de pesquisa nessa área em universidades de Belo Horizonte e Ponta Grossa.

O novo tratamento não é consenso e enfrenta resistência por parte de alguns profissionais da área. "Os dentistas se incomodam muito em deixar cárie. Eles aprenderam a agir da forma convencional. Eu, durante muito tempo, ensinei isso também, mas a ciência mostra novos caminhos. Estamos iniciando uma mudança de conceitos", diz Imparato.

Segundo ele, os próprios pacientes se assustam com a prática e muitas vezes acham que o dentista que a aplica é um mau profissional.

Para Norberto Francisco Lubiana, presidente da ABO (Associação Brasileira de Odontologia), a retirada do tecido cariado não é um problema. "Depende do tamanho da cárie e do tipo de material restaurador, mas, se a lesão for substituída de uma forma boa, não leva a nenhum risco", afirma.

Ele diz que o tratamento preconizado pela odontologia minimamente invasiva é uma tendência e é válido, mas afirma que ele ainda não é ensinado nas universidades. "Na graduação, o comum é recomendar a remoção de todo o tecido."



por Folha Online

Um grande natal para você e sua família


Estamos sempre online para trazer o melhor conteúdo e informação para vocês, nossos leitores.  Desejamos então um ótimo Natal, com toda a paz, amor, felicidade e saúde que você merece.

A Chakalat.net continuará trabalhando para trazer fatos e informações sobre o seu assunto favorito.

Muita paz e amor!!!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dor de cabeça pode ser caso para odontologia


Bruxismo é um dos causadores do mal

Dores de cabeça durante o sono, ao acordar ou durante o período da manhã somadas à sonolência diurna são sintomas comuns em muitas pessoas. Remédios e soluções imediatas não resolvem, e o que muitos não sabem é que pode ser um problema tratado pelo dentista.

O bruxismo – ou ranger os dentes durante o sono – é um distúrbio que atinge homens e mulheres, e que pode ser uma das causas das dores de cabeça. "O esforço da mandíbula feito durante a noite causa o mal estar e as dores no dia seguinte", explica Dr. Eduardo Rollo Duarte, especialista em Odontologia do sono. "Durante o sono a pessoa pode apertar os dentes ou esfregá-los com força, causando uma fadiga muscular e dores na manhã seguinte". Além da dor de cabeça, o bruxismo causa desgaste dos dentes decorrente da pressão que eles sofrem. "Todo este processo pode causar inflamação e inchaço na gengiva", completa o especialista. 

O ranger de dentes ou a excessiva pressão da mandíbula é sinal de que algo não está certo nos hábitos do paciente. "Pode ser resultado de alguma pressão emocional", diz Dr. Eduardo. "O problema deve ser diagnosticado o quanto antes para que não vire um distúrbio crônico, e assim, muito mais difícil de se resolver".

O que leva ao bruxismo

- Ansiedade e stress;
- Fumo;
- Causas psicológicas – podem ser traumas ou acidentes;
- Distúrbios do sono como ronco e apneia;
- Fatores neurológicos – aumento da adrenalina;
- Fatores externos – medicação como antidepressivos;
- Drogas;
- Consumo exacerbado de álcool e cafeína;

Como prevenir

- Evitar bebidas alcoólicas, cigarros e drogas;
- Evitar ingestão de cafeína, álcool, refrigerante, chocolate e chá preto após às 18h;
- Evitar exercícios intensos – tanto físicos quanto mentais – de 2h30 a 3h antes de dormir.

Recomenda-se 

- A TV deve ficar na sala, evitar colocá-la no quarto. 
 
- A temperatura do quarto deve ser agradável;

- O quarto deve ficar escuro para que o sono possa ser mais tranquilo. 

Tratamento

Pode ser feito através de medicação, placa dental ou ainda fisioterapia orofacial. Esta fisioterapia pode ser feita pelo próprio dentista do sono. Não existe um tempo estimado para a duração do tratamento, isso varia de pessoa para pessoa. "O tratamento dependerá da causa da dor: que pode ser muscular ou articular. Este diagnóstico é feito pelo dentista do sono", completa Eduardo.

Dr. Eduardo Rollo Duarte é dentista formado em Odontologia pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, em Bauru (FOB); Especialista em Periodontia também pela USP – Bauru; Mestre e Doutor em Prótese Dental pela USP – SP com aplicação em distúrbios do sono relacionados à Odontologia.  Dr. Eduardo atende em clínicas em São Paulo, Bauru e Curitiba. www.eduardorollo.com.br / www.dormirbem.zip.net - Clínica Bauru: (14) 3234-6030; Clínica São Paulo: 3034-5511 / 3518-8808

Importância de higienização das escovas de dentes


Quente, úmido e abafado – assim é o ambiente ideal para a proliferação de bactérias. E assim fica sua escova de dente quando você a guarda no armário do banheiro ou em estojo próprio. "Se não for feita a higienização correta da escova após o uso, ela se torna propícia à multiplicação das bactérias naturalmente presentes na boca e que, durante a escovação, alojam-se nas cerdas", explica o professor Paulo Nelson Filho, da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP.
 
ImageNelson Filho é pesquisador na linha de "Prevenção em Odontologia - Estudos microbiológicos, clínicos e por microscopia eletrônica de varredura", da pós-graduação da FORP. Desde 1999, o grupo foca, principalmente, em análises e estudos relacionados à contaminação e desinfecção de itens como escovas de dente, chupetas e aparelhos ortodônticos. 

Ele explica que, na boca, se encontram cerca de 900 espécies de bactérias, capazes de viver até 24 horas entre as cerdas das escovas dentais, onde se multiplicam e tornam a entrar em contato com a boca na próxima escovação, colaborando para uma maior probabilidade de ocorrência de doenças como a cárie dental, alterações gengivais e lesões da mucosa bucal. "Hoje a preocupação maior do mercado odontológico é com o desenvolvimento de materiais e técnicas inovadoras, esquecendo-se muitas vezes da importância de cuidados básicos, como o armazenamento, troca e desinfecção das escovas", afirma. 

Apesar desses cuidados com a escova ajudarem a prevenir males causados por bactérias, a população não cultiva o hábito de higienizar itens que entram em contato com a boca – é o que aponta levantamento da FORP publicado recentemente na revista da Associação Brasileira de Odontologia. O pesquisador defende que a orientação deve partir dos profissionais, de modo que se torne parte da rotina dos pacientes. "Assim como ninguém reutiliza fio dental ou veste a mesma roupa por dias seguidos, a desinfecção desses itens é um hábito de higiene pessoal que deve ser adquirido", completa o especialista da FORP. 

Pesquisas, resultados e recomendações

Um dos principais estudos realizados pelo pesquisadores em prevenção na FORP é a análise de agentes antimicrobianos, que determinam quais deles são mais eficazes na eliminação de bactérias. São testados os componentes de produtos para esse fim já disponíveis no mercado. Nelson Filho afirma que, até agora, a clorexidina, em concentração de 0,12%, se mostrou o mais eficaz dos princípios ativos. 

Apesar de não existirem estudos comparativos entre indivíduos que desinfetam suas escovas e aqueles que as guardam sem qualquer procedimento higiênico, Paulo Nelson afirma que já foram detectados casos de pacientes cuja incidência de lesões na mucosa diminuiu depois de adotado o hábito de higienização. 

Como deve ser feita então a higienização das escovas? O professor da FORP recomenda a utililização de agentes antimicrobianos disponíveis no mercado (como enxaguantes bucais), acondicionados pelo próprio paciente em frascos de plástico ou vidro, em forma de spray. O produto deve ser borrifado nas cerdas e na cabeça da escova uma vez ao dia, após a escovação noturna. O professor complementa, ainda, que o próprio creme dental pode colaborar para a higienização da escova. Os mais indicados, segundo ele, são aqueles que contêm flúor e, mais especificamente, que apresentam "ação total ou global". 

Além disso, o usuário deve estar atento para a higienização em água corrente antes da próxima escovação, para retirar as bactérias mortas. "Depois do uso, deve-se bater o cabo da escova na pia, para eliminar o excesso de água, mas nunca secá-la em toalha de banho ou rosto", recomenda Paulo, que indica três meses, em média, como o tempo ideal entre a troca da escova velha por uma nova. 

Em relação ao armazenamento, o professor aponta que a escova não deve ficar sobre a pia. "O banheiro é o local mais contaminado de uma casa. Temos pesquisas que comprovam a presença de coliformes fecais alojados em escovas, em função das descargas e da proximidade com o vaso sanitário", expõe ele. Portanto, o melhor é guardar a escova desinfetada no armário do banheiro. O próximo passo nas pesquisas do grupo é a análise de escovas, recém-lançadas no mercado, que apresentam ação antimicrobiana para reduzir o acúmulo de bactérias nas cerdas. 

Outro tema abordado na linha de pesquisa de prevenção em odontologia relaciona-se ao que o professor chama de "adequação do meio bucal". O especialista explica que, mais do que tratar os sintomas das doenças bucais, como a cárie dental, por exemplo, é necessário curar a doença em si. Assim, antes de fazer restaurações é preciso tornar a boca saudável, de uma maneira durável, controlando os agentes causadores de cárie. O grupo da FORP analisa quais são os materiais e técnicas mais eficientes a serem adotados no tratamento. 

Sobre o método de pesquisa e divulgação, o Nelson Filho explica que é essencial um intercâmbio com outras disciplinas e unidades do campus de Ribeirão Preto e demais universidades do Brasil e do exterior. "Depois, todos os resultados a que chegamos nas pesquisas são incorporados às aulas de graduação e de pós-graduação da faculdade, e divulgados ao meio científico por meio de teses e publicação de artigos em revistas especializadas, nacionais e internacionais", finaliza.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Principios da Endodontia

Conjunto de procedimentos de apoio ao tratamento endodôntico relativos à manutenção da cadeia asséptica, isolamento absoluto do campo operatório e endodontometria, que agrupadamente fundamentam a filosofia da terapêutica biológica visando a proservação da integridade dos tecidos periapicais.

A cavidade oral é uma das áreas do corpo com flora bacteriana mais variada, sendo que 1 ml de saliva de um indivíduo normal em bom estado de saúde, contém aproximadamente 750 milhões de microrganismos. Algumas espécies de bactérias produzem quase cem gerações em um período de 24 horas. Há casos em que a polpa dental esta isenta de microrganismos e há ocasiões em que ela se encontra altamente contaminada por eles.

O profissional deve sempre estar consciente e meditar sobre o aforisma. O profissional não é responsável pelo que encontra em seu campo de trabalho, mas pelo que no-lo introduz.

Assim, durante todo o tratamento endodôntico, devem ser tomadas medidas que impeçam ou minimizem a presença de microrganismos no campo de trabalho durante o ato operatório.

REVISÃO DE CONCEITOS

ESTERILIZAÇÃO:

É a destruição de todos os microrganismos, sejam patogênicos ou não, de todas as formas de vida (vegetativa e esporulada). É um processo absoluto de controle microbiano.

DESINFECÇÃO:

É a eliminção da infecciosidade potencial de um material, não implicando necessariamente na destruição de todos os organismos viáveis. É um processo relativo de controle microbiano. É um termo aplicado em relação à superfícies inanimadas (instrumentos, móveis, utensílios, aparelhos e locais) e a substâncias inanimadas (excretos).

ANTI-SEPSIA:

É o controle microbiano de uma superfície corporal. A substância utilizada não deve injuriar células e demais componentes teciduais.

ASSEPSIA:

Conjunto de procedimentos e atitudes que visam a impedir a penetração de microrganismos em um local em que não existam, bem como evitar que outros sejam levados para uma àrea já contaminada.

SÉPTICO:

Contaminado por micorganismos.

ASSÉPTICO:

Isento de microrganismos.

SUFIXOS UTILIZADOS:

"CIDA" Refere-se à ação irreversível, letal, destruido.
"STATICO" Refere-se a ao reversível, inibição de crescimento, paralização de multiplicação.

FATORES QUE INTERFEREM NA AÇÃO DE AGENTES MICROBIANOS

Vários fatores interferem no complexo esterilização-desinfecção, dentre os quais podemos citar:

Tipos de microrganismos:

A célula bacteriana tem o citoplasma revestido por envoltórios que variam tanto na composição química quanto no seu número, exemplo: espóros apresentam maior número de envoltórios, tendo alguns, composição químicas que dificulta a permeabilidade. São mais resistentes açao dos agentes físicos e químicos que as formas vegetativas, (células que deram orígem aos espóros).

Tempo de exposição:

O agente antimicrobiano (físico ou químico) levará maior tempo para se difundir através dos envoltórios microbianos, como também para agir no citoplasma de maneira efetiva.

Número de microrganismos:

Milhares de células devem ser destruidas.

Temperatura:

Deve ser seguida rigidamente no tempo preconizado. Quando se trata de agentes químicos, um aumento de 10 graus centígrados na temperatua pode duplicar ou triplicar a eficiência do composto.

pH:

Alguns compostos são mais ativos em meio ácido, enquanto outros o são em meio básico.

Concentração:

A atividade antimicrobiana de uma substância química depende da diluição empregada e calculada em função do tempo, tipo de microrganismo toxicidade ao homem e animais.

Presença de matéria orgânica: A matéria orgânica pode combinar-se com a solução química, dando origem a um produto não microbicida e formar um precipitado que desvie a possível combinação da solução usada com os micoroganismos; acumular-se sobre a superfície microbiana, formando uma barreira que evita o contato direto entre a solução e a célula microbiana. A limpeza com remoção de matéria orgânica deve ser feita antes da aplicação do agente antimicrobiano.

MECANISMO DE AÇÃO DOS AGENTES ANTIMICROBIANOS.

Coagulação de proteínas
Rompimento da membrana ou parede celular
Remoção dos agrupamentos sulfidrilas livres
Muitas das enzimas essenciais às células microbiana possuem esse grupamento e só podem agir se estes grupamentos permanecerem livres no estado reduzido.
Antagonismo químico
Competição com o substrato natural das enzimas específicas, deslocando-o e impedindo que ocorra o processamento das reações usuais.
TIPOS DE AGENTES ANTIMICROBIANOS.

AGENTES FÍSICOS:

TEMPERATURA: CALOR E CONGELACAO.
RADIACÕES: ULTRAVIOLETA E RAIO X
AGENTES MECÂNICOS:

ONDAS SÔNICAS E ULTRASÔNICAS
FILTRACÃO
AGENTES QUÍMICOS:

SOLUÇÕES QUÍMICAS
GASES

ANTIBIÓTICOS E QUIMIOTERÁPICOS


AGENTES ANTIMICROBIANOS MAIS UTILIZADOS EM ENDODONTIA

AGENTES FÍSICOS:

O agente físico mais utilizado é o calor, que age por fusão de lipideos membranosos e principalmente desnaturação proteica (coagulação).

CALOR:

Calor úmido:

1- água em ebulição. serve apenas para desinfecção. Não destrói vegetativos e esporulados e destrói por corrosão a lámina cortante dos instrumentos.
2- vapor de água sob pressão: AUTOCLAVE. E o calor úmido do vapor e não a pressão que destrói os instrumentos. É eficiente contra todos os microganismos, sendo um método absoluto de controle microbiano. Atualmente têm-se utilizado panela de pressão em substituição à autoclave, já que o princípio é o mesmo.
Calor seco: Ar quente (calor seco 160/170 graus celcius). São usados fornos ou estufas, sendo um método absoluto de controle microbiano. Pelo seu pouco poder de penetração, o calor seco exige maior tempo para desnaturar as proteínas celulares, porque a coagulação das proteínas é catalisada pela umidade. Nesse processo. também é imprenscindível a limpeza prévia. A relação tempo temperatura de acordo com a American Dental Association é a seguinte:
TEMPERATURAS TEMPO
170°C ou 340°F 60 minutos
160°C ou 320°F 120 minutos
150°C ou 300°F 150 minutos
0140°C ou 285°F 180 minutos
120°C ou 250°F 360 minutos
O tempo exigido só deverá ser computado a partir do instante em que a temperatura for alcançada.

MÉTODOS COMPLEMENTARES DE ESTERILIZAÇÃO RÁPIDA OU REESTERILIZAÇÃO

Durante todo o procedimento operatório, vez por outra o profissional se vê obrigado a reutilizar um instrumento. Assim, com a finalidade de não quebrar a cadeia asséptica, o profissional procede usando aparelhos denominados esterilizadores rápidos.

Micro esterilizador ORCA II:

Usado para esterilizar instrumentos metálicos e pontas de papel absorvente em um tempo de 5 a 12 segundos. Atinge a temperatura de 200o C.

Micro esterilizador de CANDLE:

Usado para reesterilizar instrumentos metálicos e pontas de papel absorventes em 5 segundos. Atinge a temperatura de 250oC.

AGENTES QUÍMICOS

São usados para o contrôle microbiano de materiais termosensíveis, na assepsia do campo operatório e na desinfecção da sala clínica.

Requisitos de um agente químico ideal:

Toxicidade para todos os microrganismos Inocuidade para o homem e animais. Estabilidade Homogeneidade Carência de afinidade para a matéria orgânica Não ser corrosívo Não manchar Ser desodorizante.

Existem numerosas soluções químicas usadas para se fazer controle microbiano. Eis algumas de interesse endodôntico.

1- Compostos fenólicos: O fenol exerce efeito detergente sobre os lipídeos e é um eficaz desnaturador de proteínas.

2- Alcoois: O alcool absoluto (100%) é um desinfetante precário. Em sua ação, implica a participação da água. O alcool a 70% iodado a 2% é usado eficientemente na antissepsia das mãos do profissional após a limpeza. É comum também o uso do alcool 70% na desinfecção de cones de guta percha, seringa triplice, pontas rotatórias, etc.

3- Sais de metais pesados: Em Endodontia a soluação de thimerosol é usada antes da aplicação da anestesia na antissepsia do campo operatório, e após a aplicação do isolamento absoluto. Deve-se usar a tintura incolor, para se evitar colorações do elemento dental.

4- Compostos quaternátios de amônio: Os detergentes dissolvem lipideos e desnaturam proteínas. Os sais quaternários de amônio (cloretos e brometos) são usados no preparo de soluções, dando origem a vários compostos, quando dissolvidos em álcool ou água.

5- Agentes oxidantes: Dentre vários, temos o hipoclorito de sódio e as soluções iodadas. Os agentes oxidantes combinam-se de forma irreverssível com as proteínas atuando provavelmente pela oxidação dos grupamentos SH e SS das enzimas e dos compostos das membranas.

Instruções para uso das soluções químicas

1 - Limpeza pérvia dos instrumentos
2 - Os instrumentos devem estar totalmente submersos na solução
3 - Observar o tempo recomendado pelo fabricante
4 - Sempre remover os instrumentos com o auxílio de uma pinça
5 - Renovar as soluções frequentemente, mesmo não contaminadas.
6 - Colocar os instrumentos sobre bandejas ou campos esterilizados.
7 - Sempre tampar os recipientes para que seja evitada a evaporação da solução ou sua contaminação por poeiras e microrganismos do ar.
8 - Colocar um anti corrosivo na solução, se ela não o contiver.
9 - Todo instrumento submetido a ação de uma solução química deve ser lavado com soro fisiológico ou alcool antes do uso.
GASES

Através dos gases é efetuado o controle microbiano em certos materiais que sofreriam danos pelo calor seco ou úmido, e soluções químicas.

Formaldeído: As reações com formaldeídos são em parte reversíveis, é um gas incolor, de odor picante e irritante à pele e à mucosa. As soluções comerciais (de 30 e 40 %) são conhecidas como formalina e formol. Os seus efeitos desegradáveis são: não penetra em substncias porosas, persiste em resíduo irritante que não é prontamente eliminiado, lentidão no processo de despolimerização do formaldeído e necessidade de umidade para ser ativo na superfície bacteriana.

ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO

O isolamento do campo operatório consiste numa complementação das medidas que visam a cirurgia asséptica, proteger os tecidos circunvisinhos e resguardar a integridade física do paciente.

Instrumental necessário:

- Arco de Ostby
- Lençol de borracha -
- Pinça porta-grampo
- Perfurador de Ainsworth
- Grampos para isolamento catálog SS WHITE nros. 201, 205, 209, 211 e 212 com aletas.
- Grampos para isolamento catálogo SS WHITE nros. 00, 0, 1A, 8A, 8AD, 14 E 14A.
- Sugador de saliva
- Fio dental

Técnica de aplicação do isolamento absoluto

O dente a ser isolado deve ser inspecionado, feita a profilaxia, exame do espaço interproximal com auxílio de fio dental. A profilaxia realizada no dente a ser isolado deve ser complementada com a antissepsia da região, que pode ser feita com o uso de tintura de thimerosol.

Feito isso, deve-se proceder à seleção do grampo a ser utilizado. Selecionado o grampo, passa-se à montágem do lençol de borracha no arco. A seguir, leva-se o conjunto arco-lençol em posição e faz-se a demarcação do ponto de perfuração. Perfura-se no local demarcado, lubrifica-se com vaselina as bordas do orifício e coloca-se o grampo no orifício lubrificado.

O passo seguinte consiste na instalação do conjunto ao dente. Para tal, abre-se o grampo com o auxílio de uma pinça porta grampo, posiciona-se o dique por pressão do dedo indicador na aco do grampo, levando-se o grampo em posiçã até este alcançar a cervical do dente. Feito isso, solta-se o grampo da pinça e com o auxílio de um instrumento de ponta romba alivia-se a borracha das aletas do grampo e, finalmente, acomoda-se o lençol nos espaços interproximais com um fio dental.

Após a instalaçã do conjunto, faz-se a embrocação do campo com tintura de thimerosol (mertiolate). Procede-se então a intervenção no elemento dental, que só deve ser iniciada após a colocação do isolamento absoluto.

Assim, o dique de borracha é usado com os seguintes propósitos:

1- Facilitar e aumentar a efeciência dos procedimentos clínicos
2- Proteger o paciente contra a deglutição acidental de instrumentos endodônticos ou soluções químicas.
3- Minimizar a exposição à infecção cruzada.
4- Manter o campo seco
5- Proporcionar a antissepsia do campo operatório
6- Impedir a contaminação pela saliva
7- Proporcionar melhor visão
8- Proteger o dente do contato da língua e da bochecha.
As vezes o profissional se depara com situações em que há a necessidade da remoção do isolamento absoluto para se obter uma melhor orientação da direção das raízes e onde estas entram no alvéolo, uma vez que a visualização das raízes é uma importante ajuda na localização de canais que por ventura estejam difíceis de se encontrar.

O dente a ser isolado, às vezes deve receber um tratamento prévio a aplicação do isolamento, que tem por finalidade:

1- Obter uma quantidade adequada de estrutura dental que possa suportar o grampo a ser usado durante o isolamento absoluto.

2- Obtenção de um espaço na câmara pulpar capaz de confinar soluções irrigantes e medicamentos para evitar a contaminação externa durante sessões

Para se alcançar estes objetivos, em alguns casos, é necessário reconstruir todo o dente ou parte dele com materiais restauradores, afim de tornar possível a operação do isolamento.

Finalizando, em casos de tratamento de dentes com polpa viva, o isolamento se faz antes de qualquer interveção no elemento dental e, em casos de polpa morta, o isolamento pode ser feito após a cirurgia de acesso, mas com a ressalva de que a possibilidade de não isolamento de um elemento dental contra-indicar o seu tratamento endodôntico.

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